Autores Maranhenses e Paraenses
A criatividade fala mais alto: valorização & divulgação das duas regiões
   Escritores Maranhenses e Paraenses      Romance Tudo em Nome da Juquira II
 
   
DELEITE-SE COM A LEITURA DAS PÁGINAS INICIAIS DO ROMANCE 
TUDO EM NOME DA JUQUIRA II

Tudo em Nome da Juquira II segue contando a bela história de amor, agora mais do que antes embalada na grandeza e na simplicidade do caboclo brasileiro; na esperteza e na lambança dos políticos; nas falcatruas e nos absurdos dos homens poderosos que se denominavam coronéis, neste Brasil que você acredita que conhece. Não conhece. O Brasil que desponta na continuação desta lindíssima história de amor Tudo em Nome da Juquira II é o mesmo país que se revelou desconhecido no Tudo em Nome da Juquira I. Ele aponta de dentro para fora o cerne da população suja e condenável que o habita impune protegida pela política, pelo dinheiro e pela maldade. E até mesmo, pela necessidade verdadeira e pela mentirosa que se encontra alojada no seio do movimento dos sem-terra nas duas bandas: a banda boa e a banda podre. Ambas se apresentam tão complexas e ousadas, porque confiam nos seus protetores e dirigentes que se escondem por trás de batinas e de mandatos políticos.

 

É natural que a corrupção generalizada campeie pelas entranhas de um país que marcha sem cabresto; e com a sina de carregar escanchado sobre ele, políticos corruptos e desprovidos de valores cívicos. O coronel deputado respaldado pelo cego que sabe tudo e pelo negro pequeno em estatura, porém, grande em esperteza, executa a sua deputação em prol dos seus interesses pessoais. Diante de tamanha facilidade de deputar, o deputado Cassiano cobra propina e manda matar seus adversários com a mesma facilidade com que respira.

 

Tudo em Nome da Juquira II leva o Thomaz a deparar-se com o inevitável, decidir-se entre o amor suicida da Alethéia e o encanto apaixonado doce e envolvente da Sirayama, sem correr nenhum risco, residindo ao lado do seu quarto, bela e faceira se declarando apaixonada e apta para o amor nos seus quinze anos que se avizinham.

 

Tudo em Nome da Juquira II é um romance em que Edvan dos Santos Brandão permitiu que a realidade e a ficção se apalpassem com sutileza, sem que se percebam os seus encontros e desencontros. Diante do embevecimento irrefutável da beleza de tantos personagens para se amar e odiar é natural que um entre eles, resgate o leitor para dentro da história, fazendo com que ele se veja de uma forma ou de outra. Tudo em Nome da Juquira II continua cheio de encantos; e entre eles o de maior sedução é que, em nenhum momento é previsível.

 

Tudo em Nome da Juquira II coloca o dedo em feridas mais graves do que as que Tudo em Nome da Juquira I, colocou quando explicitou o mistério dos nordestinos que abandonavam a família no nordeste sem eira nem beira depois que chegavam à cidade de São Paulo dos sonhos deles. A revelação transformou-os de desnaturados em vítimas. E ela fez mais, mostrou a que nível chega o desafeto dos homens paulistas pelos nordestinos; e também apontou quanto custa à qualidade do afeto das mulheres paulistas pelos nordestinos.

 

A fertilidade surpreendente da imaginação do autor Edvan dos Santos Brandão continua no maravilhoso romance Tudo em Nome da Juquira II, mais que uma história de amor, um repisar no âmago de um país lamuriante que se contorce diante do opróbrio de alguns homens que o habitam. A corrupção floresce regada por dinheiro desde o primeiro escalão ao último. As instituições se desviam de suas funções de caráter social, educacional, religioso, filantrópico; e se deixam levar participando diretamente com os problemas sociais em proveito próprio. Homens lastimam-se de não possuírem terra para plantar, eles fazem e desfazem coisas que não lhes é permitido fazer ou desfazer. Levam bandeira partidária vermelha da cor da bandeira deles e só por isto, se acham no direito de invadir propriedades, devastar com tudo que tem dentro delas, ameaçar de morte os proprietários, promover quebra-quebra, interditar rodovias, desrespeitar titularidade de propriedades legais e ação de despejo. Eles se denominam movimento dos sem-terra. Será que é isto que eles são? Leia o livro, você ficará sabendo.



TUDO EM NOME DA JUQUIRA II fala de forma escancarada das DISCREPÂNCIAS DE UM NORDESTE MALFADADO POR CORONÉIS, POLÍTICOS CORRUPTOS, latifundiários, padres poderosos no púlpito e nas tortuosidades da comunidade.



















   
Tudo em nome da Juquira II escancara para quem tiver o bom gosto de conferir a beleza e inocência da vida cabocla, através do terceiro elo do triângulo amoroso. Sirayama, a retirante que exala o aroma da juventude, na espreita de conquistar o coração do Thomaz, que fica encantado mediante a ascensão e generosidade da cabocla Sirayama, que tem o coração de ouro. O leitor também desvendará alguns nascedouros da corrupção política. Deputados e Juízes cada um mais corrupto do que o outro. A fidelidade canina de um matador profissional e uma sociedade secreta que abriga e instrui os profissionais do crime. A igreja corrompida, bichada por dentro, resultado da arte de padres estrangeiros com ideologias revolucionárias, que favoreciam sempre o lado deles: bondosos, caridosos, ávidos de justiça no sentido de invadir propriedade alheia, mas as propriedades deles, ninguém podia invadir, pois eles eram duros, quase monstruosos, usavam dois pesos e duas medidas.