Autores Maranhenses e Paraenses
A criatividade fala mais alto: valorização & divulgação das duas regiões
   Escritores Maranhenses e Paraenses      Queimadas não requeimadas sim


   
Atualizado em 07/02/2016

QUEIMADAS! NÃO! REQUEIMADAS SIM!

 

Há anos a mesma história se repete, todo e qualquer país do mundo se acha no direito de: acusar, condenar e punir o Brasil. Eles o punem através de reportagens em revistas de grandes tiragens, lançam livros e relatórios fantasiosos e assustadores. O vilão é sempre a queimada da Floresta Amazônica. O tamanho da Amazônia deixa-os de queixos caídos. São inacreditáveis os números que escancaram a maior floresta tropical em extensão existente no mundo. Sete milhões de quilômetros quadrados que se espalham por nove países: Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela. No país da costa larga, o Brasil, a Amazônia Legal tem cinco milhões de km² e 20 milhões de habitantes. Em 2005 propagou-se através de todos os meios que foram possíveis se propagarem. E os que propagaram foram países de considerável influência, outros nem tanto; Institutos de Pesquisas de tudo que é espécie; Empresas de Pesquisas de tudo que é espécie. Algumas delas lá de fora e outras daqui mesmo de dentro do país.

 

Os pesquisadores que propagaram os números alarmantes, alguns deles — não vou generalizar, mas se não generalizo é por pura picardia —, não conhecem a Floresta Amazônica, eles nunca pisaram os seus sapatos de camurça comprados a peso de dólares, no lamaçal misturado com folhas-secas, aquele solo da Floresta que não faz distinção entre pesquisadores e não pesquisadores, ele engole até o tronco das coxas qualquer um que se atreva a pisar por lá.

 

VAMOS AOS NÚMEROS:

 

Da Amazônia Legal mais de 650 mil km², ou 17% da Floresta já foram destruídos, o que representaria uma área maior do que a França.

 

O desmatamento (75%) é realizado em uma área de aproximadamente 100 mil quilômetros considerando-se do leito das rodovias entrando mata adentro.

 

De toda a área desmatada, considera-se que (70%) esteja ocupada pela pecuária.

 

60 mil km² da Amazônia Legal estão ocupados pela soja, 53 mil km² quase a sua totalidade em Mato Grosso.

 

Tudo bem, os números são fantásticos, mas não assustam. Eles são números arbitrários e além deste agravante trata-se da Floresta Amazônica e ela por si só, é monstruosa — no bom sentido, claro —, provoca fascínio em pessoas que não a conhecem nem de perto, as pessoas não precisam conhecer os números, eles nunca são contestados! Assim é fácil! Qualquer um escreve qualquer número!

 

Porém os números das queimadas, eu contesto. Quaisquer que sejam os percentuais divulgados não são verdadeiros, só 20% dos números divulgados são queimadas de verdade. Os restantes 80% dos números divulgados são requeimadas. Áreas que foram queimadas há três anos passados. Por proprietários pequenos, médios e grandes que estão no ramo da agricultura e da pecuária.

 

O QUE É A REQUEIMADA? — Tudo que envolve a Floresta Amazônica, quando não é oito é oitenta, é assim com os elogios, com a importância dela para o mundo e com as propriedades rurais que estão dentro dela, formadas por: minifúndio e latifúndio. Não se deve esquecer e nem perder de vista, que estes minifúndios e latifúndios são propriedades com áreas definidas. Lá, como em qualquer outro lugar, não é permitido ao proprietário estender a propriedade dele infinitamente floresta adentro. O proprietário concentra-se em preparar a área que está sobre o domínio dele, o que para ele já será um grande feito considerando-se que ele está lá no meio da Floresta Amazônica lutando feito um condenado para produzir e garantir a sua subsistência utilizando técnicas rudimentares.

 

FUNCIONA ASSIM: — O agricultor e o pecuarista preparam uma determinada área para o plantio — as áreas do exemplo se alternam regularmente para maior ou menor —, esta área que o agricultor e o pecuarista iniciam o preparo, ela já foi preparada, plantada e produtiva há dois ou até mesmo três anos atrás, quando ela ficou fraca, cansada e improdutiva. Lá no passado, no momento em que a área cansou, quando já não tinha forças para produzir nada, ela foi deixada de lado para que se recuperasse com suas próprias forças. Durante o período de recuperação, o mato cresce, cobre toda área que nos últimos três anos consecutivos foram produtivos. E é este mato crescido que faz a área ficar novamente boa para o plantio. Nesse meio tempo em que a área abandonada ficou se recuperando, o agricultor e o pecuarista ficaram trabalhando na nova área substituta que foi queimada no seu primeiro ano de preparação para início de produtividade. Após a primeira queima da área preparada para a produtividade, o agricultor e o pecuarista trabalham em média dois, três anos sem precisar queimá-la novamente. A diferença de tempo entre a área nova tratada para a produtividade e a área abandonada para que se recupere, é que faz com que as taxas de “queimadas”, ou melhor, dizendo, requeimadas oscilem de um ano para o outro.

 

É por este motivo que os pesquisadores e cientistas de plantão, publicaram em 2005 a escala do ritmo da devastação das áreas queimadas em km² e percebe-se claramente a oscilação disparatada de ano para ano. E através da mesma escala fica claro como o dia, que os vilões apontados como incendiários — agricultores e pecuaristas — não carregam com eles o hábito de tocar fogo por tocar fogo, eles apenas queimam as áreas em que labutam e só queimam-nas, por ser extremamente necessário. A REQUEIMADA É O PRINCIPAL EQUIPAMENTO UTILIZADO para o tratamento de terras quando as técnicas usadas são rudimentares.

 

ESCALA DA DEVASTAÇÃO (em km²):

 

1988: 17.560 / 89: 9.500 / 90: 5.200 / 91: 9.500 / 92: 12.500

 

1994: 29.059 / 95: 20.000 / 96: 13.227 / 97: 18.000 / 98: 16.000

 

1999: 21.000 / 2000: 21.000 / 2001: 22.000 / 2002: 23.147 / 2003: 23.500

 

2004: 26.130

 

Não poderia ser diferente! O agricultor e o pecuarista não têm liberdade e muito menos interesse em sair queimando a floresta, eles não são insanos, ainda que digam que eles são. São estas requeimadas de tempo em tempo, variando os períodos e as localidades dentro das propriedades, que os “cientistas” os “pesquisadores” divulgam com a irresponsabilidade dos que não são contestados e dos que não precisam comprovar a veracidade do que afirmam como verdade sem ser.

 

Os especialistas em Florestas e em Meio Ambiente alardeiam para o mundo que o grande desafio mundial deste século é diminuir a emissão de gases de efeito estufa e, ao Brasil cabe à incumbência de reduzir o desmatamento da Amazônia. A missão destinada ao Brasil será de vital importância pelo fato da influência exercida pela Amazônia no regime de chuvas de toda a América do Sul. Os “especialistas” os “cientistas” os “pesquisadores” falam com a língua solta, quando falam da Amazônia, mas não tomam uma providência sequer no sentido de que seja feito algo de aproveitável para a Amazônia.

 

COMO ERRADICAR AS QUEIMADAS E REQUEIMADAS? — Será necessário o direcionamento de investimentos específicos, únicos, exclusivamente para esta finalidade. Tratamento diferenciado para os agricultores e pecuaristas da região, condições melhores do que aquelas que os pais costumam dar para os filhos. Tecnologia e equipamentos modernos para os que mexem com a terra, a lavoura e a pecuária. Sem deixar de lado — isto será imprescindível — a assistência de profissionais altamente qualificados: engenheiros florestais e engenheiros agrônomos.

 

Criação e liberação de crédito diferenciado exclusivo para a Amazônia, crédito este cedido em longo prazo 120 meses sem entrada, sem que o tomador do crédito necessite ceder seus bens ou suas propriedades como garantia. O que garantirá o pagamento do crédito serão as prestações irrisórias e o aumento significante da produção individual de cada um dos tomadores do crédito. Com o crédito para a região a produção vai alastrar-se como camadas de neve eliminando as requeimadas e afastando os agricultores e pecuaristas da utilização das técnicas rudimentares.

 

O crédito será utilizado no financiamento de tratores agrícolas e de terraplanagem, caminhões, caçambas, caminhonetes, indústrias de ração.

 

Construção de Universidade de agronomia e engenharia florestal (na região, bem na ilharga da floresta) para a especialização de profissionais que aprenderão convivendo com a floresta. Depois de formados, eles passarão a viver com a floresta no dia-a-dia do agricultor e do pecuarista.

 

Combustíveis com até 50% de subsídios.

 

E para arrefecer os ânimos dos países que se dizem ou procuram demonstrar preocupação com o que ocorre com o Meio Ambiente, com as consequências do aquecimento global do planeta, com o aumento da emissão de gases de efeito estufa, com as requeimadas na Amazônia. Cria-se o Fundo de Preocupação Climática Mundial. Onde os países se filiarão e pagarão uma taxa significativa — não vale cobrar taxas simbólicas — esse dinheiro irá ajudar complementar ou como quiserem chamar, a linha de crédito especial que financiará a Amazônia. O Fundo publicará semestralmente a lista dos seus filiados com seus respectivos valores pagos. Com esta medida o Brasil diz para o mundo que: país preocupado com o Meio Ambiente e com as Requeimadas, paga para ter um clima melhor.

 

As medidas acima devidamente tomadas causarão os seguintes resultados:

 

— Em três anos as requeimadas chegarão à zero, ou seja, serão eliminados 80% dos percentuais das Requeimadas publicadas.

 

— Os 20% restantes que representam as primeiras queimadas, nos três primeiros anos ficarão reduzidos a insignificantes 5%.

 

 

 

 

Autor:

EDVAN BRANDÃO

Licenciatura Plena em Língua Portuguesa;

Professor de: Português, Literatura e Redação;

Jornalista e Escritor Ficcionista;

E-mail: edvan.brandao@gmail.com

           edvan_brandao@hotmail.com

Cel: 91 98360 – 1718

Escrito em 01/2010.