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   Escritores Maranhenses e Paraenses      Politicagem na base é o fruto maior da democracia
   
Atualizado em 07/02/2016

POLITICAGEM NA BASE É O FRUTO MAIOR DA DEMOCRACIA

 

A democracia é idêntica ao espelho d’água, os dois não deveriam ser violados, pois a fragilidade de um assemelha-se a do outro. A primeira reflete o reflexo que ela não tem, pois os políticos não permitem que ela tenha brilho próprio. O segundo exibe a solidez aparente que ele está longe de possuir. Os benefícios que ela oferece para os eleitores são visíveis a olhos nus. O que os candidatos eleitos desfrutam dela, dá para encher os olhos e as contas bancárias.

 

Os que fazem a política na parte inferior da pirâmide sustentáculo do partido são os políticos formados do mesmo barro, por este motivo no princípio eles se parecem e se acham iguais: estão cheios dos mesmos anseios; sofrem das mesmas necessidades e decepções; comem ― quando tem ― da mesma comida, no mesmo prato e com a mesma colher. Estão sempre juntos, visitando os piores lugares, batendo de porta em porta e recebendo as mesmas negativas. Na campanha os candidatos principais e os seus vices ― considerem especificamente Governador e Prefeito ― não são vistos como maiores que os seus militantes, estão em pé de igualdade: fazendo e recebendo promessas mútuas, umas mais vazias do que as outras. A visualização de ser eleito faz com que os dois se encham com a mesma medida da vitória e da derrota. No transcorrer deste momento de união, eles ainda estão pesando o mesmo peso na escala da importância. Ninguém é melhor do que ninguém. Todos possuem competência de responsabilidade perante o cargo almejado. E a promessa de que assumirão depois de vitoriosos é válida, até o primeiro dia após a posse do mandatário eleito e empossado no cargo máximo. A cadeira que lhe parecerá um trono por longos quatro anos.

 

A partir da tomada do cargo por quem o recebeu de direito, surge impreterivelmente o indesejado, o que não era esperado: a separação. Os mais importantes afastam-se dos que eles consideram de menor representatividade. O sonho acabou! Os iguais se atraem! Poderosos com poderosos! Os fracos necessitados de proteção se tornarão a massa, que caminhará de um lado para o outro tentando conseguir audiência, reconhecimento ou colocação em qualquer ocupação. O temor do desemprego os assusta. E é aí que eles descobrem que estão sendo preteridos porque não estão aptos para assumirem os postos que eles sonhavam assumir na grande conquista do resultado de suas pelejas. O Partidão deles do coração, que já não pode cumprir o que foi prometido antes da eleição. O Partido da vida deles e que eles, somente eles o colocaram no Poder! A dor da rejeição dói mais do que os sofrimentos da luta árdua do período de campanha em que eles passaram por todos os tipos de privações: fome e falta de dinheiro, cansaço, desmoralizações das suas esposas e as desconsiderações dos filhos por nunca estarem em casa nas horas certas.

 

Mas não será o desprezo que deixará neles marcas externas que provoquem vontade de desistir da paixão deles: politizar. O maior dos erros cometidos por eles foi não completar os estudos, mas eles não são bobos! De militância eles entendem e fazem pouco dos que se enchem de arrogância, por terem um curso superior. No verdadeiro mundo dos militantes, lá onde eles são iguais portadores do Certificado do Ensino Fundamental, a estaca do início das fundações para poderem se transformar no bloco do alicerce que sustentará todos os partidários que são partidaristas tanto quanto eles. Doutores formados, donos de diplomas, não valem nada! Eles ocupam apenas a cabeça do Partido, o resto do corpo quem sustenta são os que militam!

 

Em um país que a educação não chega para todos e que precisa de leis protecionistas para que os desfavorecidos adentrem nas universidades, o grau de educação dos que exercem a militância não deveria ser usado como obstáculo para ocuparem os seus cargos prometidos. Deveria sim! Antes da promessa se efetuaria a triagem do potencial educacional dos que carregarão o partidarismo dia e noite até a culminância do poder! Quando estas medidas não são praticadas, fica uma leve suspeita de golpe nas bases! Os eleitos para os cargos principais assumem sem precisar de diploma: do menor ao mais importante dirigente da Nação! A liberação da dispensa do documento deveria valer para todos! O sistema democrático não conseguiu coibir os atos injustos e os procedimentos de proprietários por parte dos nomeados pelo povo! Talvez no futuro! Provavelmente os que poderiam seguir à risca o desejável em justiça e administração pública, não entenderam o significado de Democracia quando diz “divisão dos poderes e do controle da autoridade e divisão dos poderes de decisão e de execução”! O político designado por votação, para governar, não é dono é um mero administrador! Os bons Administradores Públicos jamais esquecem detalhe tão trivial!

 

 

 

Autor:

EDVAN BRANDÃO

Licenciatura Plena em Língua Portuguesa;

Professor de: Português, Literatura e Redação;

Jornalista e Escritor Ficcionista;

E-mail: edvan.brandao@gmail.com

           edvan_brandao@hotmail.com

Cel: 91 98360 – 1718

Escrito em 01/2010.