Autores Maranhenses e Paraenses
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   Escritores Maranhenses e Paraenses      Os milionários amam e eles comem do bom e do melhor
 
   
Atualizado em 07/02/2016

OS MILIONÁRIOS AMAM? E ELES COMEM DO BOM E DO MELHOR!

 

Pasmem! Os homens sem poderes de decisão, alguns entre eles nem ao menos sabem escrever os seus nomes. Eles acreditam durante o dia e a noite, que os milionários só sabem jogar golfe, tênis, explorar os pobres, cooperar com o Governo para empurrar os excluídos para a criminalidade e para a miséria. Não é por aí, a veia jugular é mais para o centro, se procurar e encontrar pode furar que ela vai sangrar sangue azul.

 

Atenção! Não estou falando de rico metido a besta, daqueles que tem uma casa na cidade, uma casa na praia, um carro de luxo, tudo adquirido em suaves prestações. É óbvio que estou me referindo aos milionários em dólares, os que se encontram qualificado em reais não servem, eles são tão-somente ricaços em ascensão uns morubixabas.

 

Viver uma vida de milionário é uma coisa muito séria, preocupar-se o tempo todo em encontrar uma forma de como ganhar mais dinheiro. E o pior de tudo é viver com uma segunda preocupação, do tipo ideia fixa que não sai da cabeça dele, fica martelando dia e noite, qual a melhor forma para eu desfrutar o meu dinheiro? Eu já tenho tudo, já desfrutei de tudo, não sei mais o que fazer! Quando o relógio desperta anunciando o meio-dia, o sujeito acorda e fica uma hora se espreguiçando para poder sentar e tomar um baita de um café da manhã na cama. Deitada ao lado do recém-acordado, uma mulher de fechar o comércio, quinze anos mais jovem do que ele, se espreguiçando com toda morosidade que o charme lhe concede para se espreguiçar, o calor das cobertas de seda faz pressão para que permaneça deitada um pouco mais, afinal de contas não tem filhos para cuidar, só precisa cuidar da beleza e agradar o companheiro mais velho que está deitado na cama com ela.

 

Digamos que a família do despreocupado seja formada por: o mulheraço que está deitada com ele, dois filhos estudando na suíça e uma gorda pensão alimentícia que ele paga, pois foi penalizado por um casamento desfeito. Depois que os dois estiverem acordados e muito bem alimentados, de pé no meio da suíte luxuosíssima, daquelas que noventa e cinco por cento dos simples mortais acreditam, que elas só existam em sonho, o pensamento na cabeça dos dois será um só: o que faremos hoje para nos divertirmos mais do que ontem? Não! Eles não pensarão nada diferente disto! Qualquer outro tipo de pensamento será inútil imaginar para eles. Impensável para os órgãos sexuais deles! Sim, eles pensam com os órgãos sexuais, porque é lá que está a inquietação das suas necessidades! Nada é mais importante do que satisfazer o desejo que está fervilhando dentro deles! Os despreparados vivem para os seus próprios desassossegos! Em nenhum momento dedicam os seus preciosos tempos em apreciações do tipo: o que podemos fazer para combater a violência? Neste momento seres humanos iguais a nós sofrem sem ter o que comer!

 

Depois de horas pensando a mesma coisa e sem encontrar uma resposta, eles então partem para um segundo pensamento, precisamos de diversão, ainda que seja nos clubes, nos balneários ou nos países vizinhos! Este é o momento crucial! É aí que reside o perigo! É aí o nascedouro dos culpados pela violência, onde tudo começa! Pois é, seria neste momento crucial que o Playboy deveria estar preparado para responder as perguntas feitas por ele mesmo! Precisaria olhar-se no espelho e sentir vergonha de acordar meio-dia com pensamentos libidinosos! O afortunado carrega nas costas — ainda que não admita — a responsabilidade de procurar sanar no todo ou em parte a miséria e a violência no país! O insaciável esquece que a fortuna que ele possui é milhares de vezes superiores aos valores que ele necessitaria para sobreviver! E ele também faz questão de se fazer de desentendido de que um pouco da fortuna dele faria milhões de pessoas felizes, alimentadas e sem necessidade de assaltar e matar para poder alimentar-se no dia-a-dia! Ele nem mesmo se esforça em convidar outros iguais a ele, para que juntos possam — cada um colocando um pouco de suas fortunas — discutirem e encontrarem uma forma correta de investirem o valor que porventura fosse arrecadado entre eles, em beneficio dos miseráveis e violentos!

 

O Governo também é culpado! Porque lá do alto da importância dele, ele sabe determinar para o dono do dinheiro, que percentual deverá pagar de imposto, mas não sabe especificar um segundo percentual obrigatório para ser depositado em um fundo financeiro, que seria administrado por suas extensões governamentais em todos os estados, com a finalidade da abertura e funcionamento dos Bolsões, para alimentar os miseráveis antes que eles se tornassem os violentos do futuro! O Governo lá do alto da sua arrogância não pode esquecer que foi feito Governo porque o povo confiou que ele daria uma solução para o desemprego, a miséria e a violência! É bom nem citar os paliativos que existem hoje, não importa o nome que eles tenham, eles são nada de nada, se prestassem o país não estaria vivendo a miséria e a violência que vive hoje!

 

O Governante se quisesse poderia ter dinheiro suficiente para utilizá-lo único e exclusivamente em assistência social. Direcionado para pagar setenta por cento de um salário mínimo para os desempregados, acabar com a miséria e com a violência! Para tanto só precisaria utilizar um olhar mais astuto, e identificar as empresas que utilizam as riquezas do solo brasileiro como se fossem delas, mas não são! Elas herdaram de quem? Compraram de quem? Tomaram de quem? De ninguém! As riquezas do solo do país, o próprio país deveria utilizá-las em benefício do povo, pelo menos parte destas riquezas! As empresas que alardeiam todos os anos crescimentos milionários vendendo riquezas que não são delas, estão nos ramos energéticos, petrolíferos, minerações etc...  etc. Para essas empresas o Governo determinaria taxas com percentuais representativos, que seriam depositados no mesmo fundo financeiro onde depositariam os milionários! Percentuais estes completamente independentes de outros que as empresas já estivessem pagando!

 

Bom! Agora só falta responder se os milionários amam ou não. Sim! Os milionários amam os familiares deles, principalmente as amantes turbinadas! Eles amam todos os seus bens! Mas em compensação eles odeiam pobres, desempregados e qualquer um que possa pedir algo para eles! Eles odeiam violência, mais do que a violência, eles odeiam a ideia de utilizar o dinheiro deles para acabar com a violência! Eles se acham invulneráveis e é isto que provoca o terceiro pensamento, os fracos que se quebrem, nós queremos é rosetar!  Eles nunca fazem uma reflexão para encontrarem o motivo de suas fortunas diante das misérias dos outros! Coitados! Pobres milionários estão com as costas voltadas para suas missões!

 

Ah! Antes que eu esqueça! Sim! Eles comem do bom e do melhor! Se eles dividem com alguém? Sim! Eles dividem com outros iguais a eles, milionários, de barrigas cheias e que estragam a metade do que é servido à mesa! O valor da metade do que é jogado no lixo daria para alimentar umas mil famílias de miseráveis por trinta dias! Não! Este tipo de coisa não toca a consciência deles, esqueceram que foram feitos do mesmo barro e do mesmo sopro que foram feitos os miseráveis! Ah! Grandessíssimos sortudos comam o que poderem comer nesta geração! Porque na próxima, comerão ou não! Quem poderá elucidar tamanha questão? Não sei... Não sei... Não tenho certeza, talvez os seus corações... Não sei... Não sei...

 



Autor:

EDVAN BRANDÃO

Licenciatura Plena em Língua Portuguesa;

Professor de: Português, Literatura e Redação;

Jornalista e Escritor Ficcionista;

E-mail: edvan.brandao@gmail.com

           edvan_brandao@hotmail.com

Cel: 91 98360 – 1718

Escrito em 27/12/2009.