Autores Maranhenses e Paraenses
A criatividade fala mais alto: valorização & divulgação das duas regiões
   Escritores Maranhenses e Paraenses      O que existe de extraordinário nas descobertas da última década na Amazônia
Atualizado em 02/2016

O QUE EXISTE DE EXTRAORDINÁRIO NAS DESCOBERTAS DA ÚLTIMA DÉCADA NA AMAZÔNIA?

 

Resposta: as ONGs do mundo inteiro descobriram que no BRASIL elas podem tudo. Desde arrecadar mais dinheiro, invadir a Amazônia sem a interferência de nenhuma autoridade e até mesmo articular de modo espetacular para fora do Brasil o que para eles será a solução dos problemas dos países amazônicos para receberem orientações para salvaguardar a diversidade de habitat e as espécies da Amazônia.

 

É como se eles dissessem que o Brasil não tem capacidade para administrar a Amazônia que é dele, por este motivo alguns governos se reuniram na Convenção sobre Diversidade Biológica das Nações Unidas, que está em andamento em Nagoia, Japão. Agora vem o ponto patético da descoberta das ONGs: Na Convenção estão fazendo uma abordagem supranacional para criar um sistema de áreas protegidas da Amazônia de acordo com a vontade e os interesses deles e de preferência que tenha a administração controlada pelo resto do mundo. Parece absurdo, mas é o que está acontecendo, e não ouvimos uma voz do lado de cá do BRASIL se colocando contrário ao encontro dos espertalhões.

 

Meu BRASIL BRASILEIRO ACORDA! E BRADA BEM ALTO PARA QUEM QUISER OUVIR:

Só pode discutir Diversidade Biológica o país que possuí-las em grandes escalas. Os governos que não possuírem Diversidade Biológica preparem-se para comprá-las.

 

O melhor dos problemas do mundo é a Amazônia, de cientistas a presidentes e coordenadores de empresas por todo planeta quando querem aparecer para a fama, criam ou lançam um relatório do tipo deste Amaz ô nia Viva: uma d é cada de descobertas 1999-2009, da Rede WWF que veio acompanhado da maior novidade, ningu é m sabia at é o momento em que o coordenador da Rede WWF, Francisco Ruiz afirmou “O relatório demonstra claramente a incrível diversidade de vida na Amazônia”. E não satisfeito, pois a corrida para a notoriedade precisa ser curta, pois ele tem pressa. Acrescentou “O relatório nos faz lembrar quanto ainda temos que aprender sobre essa região única e o que pode se perder se não promovermos a conservação ambiental, garantindo o fornecimento de benefícios econômicos, sociais e ambientais para a população amazônica e também para aquelas que vivem na zona de influência climática da Amazônia, que é muito ampla”.

 

Mas o relatório tem a finalidade de tornar conhecidos dois dos executivos da empresa, por este motivo Cláudio Maretti, superintendente de conservação da WWF-Brasil precisou declarar para o mundo, que “seis das sete espécies de primatas descobertos na década de (1999-2009) estão no Brasil”.

 

O superintendente não tem muita coisa para dizer, mas ele precisava se expressar, do contrário perderia a única chance de se tornar conhecido, por este motivo o que ele falou ficou parecendo com coisa de criança sendo falada por gente grande ”Temos que continuar protegendo a Amazônia e conservando ainda mais essa grande riqueza do país”. A riqueza que o superintendente está se referindo, deve ser os lucros auferidos com o relatório, pois os seis primatas que estavam escondidos na floresta brasileira, jamais renderão sequer um centavo para qualquer ser humano desta geração de brasileiros. Porém, o coordenador e o superintendente da Rede WWF, se tornarão cada vez mais ricos sempre que opinarem a respeito da Diversidade Biológica e destas descobertas amazônicas para plateias de riquinhos engomados que nunca se aproximaram ou se aproximarão de uma floresta de verdade.

 

O relatório faz estas incríveis revelações relacionadas com as 280 novas descobertas da década 1999-2099: 637 plantas, 257 peixes, 216 anfíbios, 55 répteis, 16 aves e 39 mamíferos.

 

As descobertas anunciadas são excelentes para coisa nenhuma:

 

A serpente Eunectes beniensis a primeira espécie nova de sucuri identificada desde 1936. Essa sucuri mede quatro metros de comprimento e foi descrita em 2002 na Amazônia boliviana. Ela foi vista pela primeira vez na província de Bení e, mais tarde, foi encontrada nas planícies alagadas da província de Pando. Os locais variados ajudaram a confirmar que a Sucuri-boliviana tratava-se de uma espécie distinta e não uma espécie híbrida das sucuris verdes.

 

A rã Ranitomeya amazônica é uma das espécies mais extraordinárias que existem e se caracteriza por uma incrível explosão de chamas estampada na cabeça, que contrasta com o padrão de água desenhado nas pernas. O habitat principal dessa rã é a floresta úmida primária de terras baixas (várzea) nas cercanias de Iquitos, na região de Loreto, no Peru. E também ela foi encontrada na Reserva Nacional Alpahuayo Mishana National Reserve, na Amazônia peruana.

 

O Papagaio-de-cabeça-laranja (Pyrilia aurantiocephala) se caracteriza por uma extraordinária cabeça careca e seu impressionante espectro de cores. Ele é conhecido somente em algumas localidades do Baixo Rio Madeira e do Alto Rio Tapajós, no Brasil. Essa espécie está na lista das “quase ameaçadas”.

 

O Boto-cor-de-rosa foi registrado pela ciência na década de 1830 como Inia geoffrensis. Em 2006, encontrou-se evidência científica da existência de outra espécie de Boto-cor-de-rosa na Bolívia, o Inia boliviensis. Os pesquisadores, no entanto, consideram que se trata de uma subespécie do Inia geoffrensis.

 

O peixe Phreatobius dracunculus, uma espécie de bagre cego e minúsculo, de cor vermelho vivo e que vive principalmente em águas subterrâneas, foi encontrado no estado de Rondônia, no Brasil. A espécie surgiu, acidentalmente, em um simplório vilarejo denominado Rio Pardo alguns peixes foram encontrados se debatendo nos fundos dos baldes  que eram utilizados para tirar a água do poço. Depois que o peixe surgiu se tornou popular, pois já foi encontrado em mais 12 poços que foram abertos na região.

 

Deixem as 637 plantas, as 16 aves, os 257 peixes, os 216 anfíbios, os 55 répteis e os 39 mamíferos exatamente onde estavam, pois todos são legítimos amazônidas eles eram desconhecidos para quem não conhecia a Amazônia, mas os caboclos e os índios naturais da floresta os conheciam desde muito tempo, só não sabiam que alguém precisaria deles para galgar a fama.

 

Os cientistas, pesquisadores e dirigentes das instituições de pesquisas são os grandes culpados desta situação se perpetuar diante dos atos deles que no fundo são simplesmente atestados de incompetência e anseios de conhecer o mundo, com todas as despesas pagas desfrutando de inimagináveis mordomias.

 

Nos dias 25 e 26 de outubro, no Hotel Tropical, em Manaus (AM) cientistas das Américas discutiram o que eles chamaram de o “futuro da Amazônia”. O simpósio internacional realizado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Associação Interciência reuniu palestrantes das Américas do Sul e do Norte que falaram sobre três situações distintas: bens e serviços ambientais; potencial da biodiversidade e desenvolvimento sustentável; e desafios ambientais. Estiveram presentes dando suas opiniões durante todo o evento, pesquisadores dos 18 países das três Américas todos eles filiados a entidades cientificas associadas à Interciência.

 

Michel Bergeron, canadense, presidente da Interciência que promoveu o simpósio em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Afirmou que o que foi discutido foram os interesses comuns de pesquisadores e professores em favor do progresso da ciência na região amazônica, pois segundo ele, a SBPC já está cuidando do progresso da Amazônia “de modo muito eficiente e articulado”, e disse mais "Não apenas a Amazônia, mas o Planeta é uma responsabilidade de todos nós”. “O desmatamento na Amazônia, por exemplo, gera mais gases do efeito estufa na atmosfera, aumentando o problema das mudanças climáticas globais”.

 

O presidente da SBPC, Marco Antônio Raupp, acredita que a articulação entre governo e instituições de pesquisas é “a única saída” para a solução dos problemas da Amazônia, considerando-se que, “as melhores soluções serão encontradas com base nos estudos científicos".

 

Diante de tudo isso que aparentemente é absurdo, duas situações se levantam sobre seus próprios pés e perguntam:

 

Primeira: quando surgirá uma instituição brasileira com coragem e inteligência para levantar os erros e os problemas de outras nações e propor ao mundo para resolvê-los?

 

Segunda: não existe brasileiro para contestar o parecer do mundo, quando afirma que o Brasil gera mais gases do efeito estufa na atmosfera? Alguém que solicite ao menos a apresentação do equipamento que foi utilizado na medição dos gases do efeito estufa na atmosfera!

 

 

 

 

 

Autor:

EDVAN BRANDÃO

Licenciatura Plena em Língua Portuguesa;

Professor de: Português, Literatura e Redação;

Jornalista e Escritor Ficcionista;

E-mail: edvan.brandao@gmail.com

           edvan_brandao@hotmail.com

Cel: 91 98360 – 1718

Escrito em 10/2010.