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   Escritores Maranhenses e Paraenses      Liderança forte imuniza os liderados e os adversários

Atualizado em 02/2016

LIDERANÇA FORTE IMUNIZA OS LIDERADOS E OS ADVERSÁRIOS

 

Em um importantíssimo evento agropecuário do mês de março realizado em uma área descampada da SAGRI na BR 316 em Ananindeua por volta das 11h00min horas. A Excelentíssima Governadora Ana Júlia convocou e reuniu em torno dela, os seus liderados, interessados, chefes de departamentos, intermediários políticos e adversários partidários. Cada um deles se fez presente para receber ou presenciar a entrega de um kit agrícola (uma patrol e demais componentes) ao prefeito ou representante do município.

 

A elegância da governadora era a de sempre, a dificuldade de subir escadas ainda reflete o sofrimento físico da campanha, a facilidade de reunir seguidores ao seu redor continua idêntica ao dia que assumiu. É quase certo dizer que permanecerá depois de assumir o segundo mandato, mas totalmente impossível afiançar que ainda existirá tantos seguidores depois que a Governadora se desvencilhar do poder. Mas vamos deixar esta questão para o futuro.

 

O agora deixou para a governadora uma marca fortíssima de verdadeira líder, os negativistas se quiserem chamem de outra coisa, é quase impossível que as poderosas se vejam livres de comentários poucos elegantes e bastantes ofensivos.

 

O comportamento que ficou gravado na memória visual de cada um dos presentes foi o fato natural, próprio de uma governadora, porém, gente igual a todos os que a admiravam em pé e falante dirigindo a palavra de cima para baixo: a dona da firme voz que discursava no meio dos que a acompanhavam no palco estava gripada.

 

Mas cada vez que ela acabava de falar (em diversas ocasiões precisou interromper o que dizia para poder tossir e assoar o nariz com toda elegância que lhe era permitido), senador, deputado, ex-governador, secretários, prefeitos, vice-prefeito, vereador, dirigente de partido e os interessados em aparecerem ao lado da Governadora corriam em peso para abraçar-lhe, apertar-lhe a mão e cumprimentar lhe  com beijinhos e abraços ignorando totalmente a recomendação nacional dos cuidados higiênicos para a não contaminação da gripe H1 e N1.

 

Nada fazia com que ao menos um dos políticos ou pretensos candidatos a alguma coisa se afastasse do muco nasal que o ar do espirro expulsava pela narina mais poderosa daquela manhã. Nem mesmo quando a mandatária maior do estado, elegantemente e disfarçadamente como qualquer pessoa comum do povo, pois a senhora de pulso firme é povo. Visto que ela se preocupa com os da classe baixa, mas não ficou preocupada se passaria vexame lá do alto do tablado.

 

E de um jeito desembaraçado enxugou a mão suja de secreção no vestido, com o sorriso de quem não era culpada e completava a ação esfregando uma mão na outra, aparentemente simbolizando que a imunidade estava ativada, todos poderiam pegar em sua mão: os corajosos e os medrosos ansiosos para agradá-la, mesmo que pegassem o resfriado governamental. E não deu outra, as mãos robustas quase se cansaram de tantos afagos.

 

As costas femininas e delicadas da dona do discurso inflamado serviram de base para tapinhas amigáveis de mãos, que os donos torceram para no momento dos abraços, eles se transformarem em uns felizardos e levarem com eles a gripe que se gabariam durante os próximos quinze dias. O contágio transmitido pelo poder, não incomoda, revigora os contaminados que ocupam a parte de trás do palanque.

 

 

 

 

Autor:

EDVAN BRANDÃO

Licenciatura Plena em Língua Portuguesa;

Professor de: Português, Literatura e Redação;

Jornalista e Escritor Ficcionista;

E-mail: edvan.brandao@gmail.com

           edvan_brandao@hotmail.com

Cel: 91 98360 – 1718

Escrito em 05/2010.