Autores Maranhenses e Paraenses
A criatividade fala mais alto: valorização & divulgação das duas regiões
   Escritores Maranhenses e Paraenses      Estenda a mão para o general não importa se falta um dedo

   
Atualizado em 07/02/2016

ESTENDA A MÃO PARA O GENERAL, NÃO IMPORTA SE FALTA UM DEDO

 

Em épocas de paz Generais não falam parvoíce, eles costumam falar fundamentados em argumentos de guerra, de estratégias e de soberania da nação que eles são Generais. E isto é mais do que válido, pois a função deles é esta. Cabe a eles demonstrarem aos mandatários do país, os pontos fracos militarmente onde o território que eles defendem pode ser atingido. Da mesma forma que os ministros da defesa e do exército deveriam em um passado recente — novembro de 2007 — no exercício de suas funções terem impedido que uma revista de circulação nacional escancarasse para o mundo, a decadência dos armamentos das nossas forças armadas. Foi até compreensível que isto tenha acontecido, ficou no ar uma aparência de democracia, de liberdade de imprensa. Mas não foi nada disto! Tratou-se de um grito de desespero por parte do comandante do Exército, general-de-exército Enzo Martins Peri, que precisava de um jeito ou de outro mostrar para os que controlam a situação financeira, como estava a precariedade armamentista das forças armadas esquecida por eles. E ao mesmo tempo o general-de-exército, quis dizer “sinto muito tem que ser assim, não existe diálogo entre os que comandam e os que defendem, porém, a nação é a mesma!” de repente o general Augusto Heleno, comandante militar da Amazônia, que defendeu a redução da área demarcada para os índios, deparou-se diante da mesma aflição: ele precisava dizer. Mas dizer para quem? Considerando que ninguém se reunia com ele! Então ele resolveu fazer do único jeito que deveria ser feito: colocou a boca no trombone. Muito bem feito! Palmas para os dois Generais!

 

Concordo plenamente com a redução ou até mesmo radicalizar e não efetuar nenhuma demarcação. O General está certo. O Governo Federal precisa acordar abrir os olhos para perceber, criar coragem e admitir a União como único e exclusivo dono da terra. Determinar isto por decreto ou lei, mas determinar que os índios sejam ocupantes das terras, apenas porque o proprietário — a União — consente que eles as ocupem. Mas não serão por isto que eles se tornarão proprietários, e também não gozarão do direito de estipularem regras ou normas, só o senhor das terras: a União poderá estabelecê-las. Não se pode conceber que 39 mil índios possam ocupar 10,5 milhões de hectares quase metade do estado de Roraima. E muito menos admitir-se que a população do mesmo estado de aproximadamente 400 mil não índios tenha que viver na outra metade do que sobrou do estado que ela nasceu. E ainda tenha que aturar mandos e desmandos de quem ocupa as terras por concessão! E mais do que absurdo é ter que permitir que eles bloqueiem estradas e rios, levantem barreira com cancela e corrente para proibir e controlar o trânsito de veículos em trecho de uns 150 quilômetros de uma rodovia federal, a BR-174, asfaltada e, portanto protegida pela lei das rodovias federais, que determina controle total e absoluto nos 15 metros de cada lado da estrada. Mas os índios estão mal acostumados, não respeitam lei e muito menos determinação. Eles demonstram que se acham imunes a qualquer tipo de punição, que são uns coitadinhos, não podem ficar presos com bandidos porque eles são considerados tolos e incapacitados. Mas isto não corresponde com a verdade, se ao menos se aproximassem dela, eles não teriam agredido um engenheiro a facão!

 

Por que os índios não são os donos das terras? Pelo mesmo motivo que os americanos e o resto do mundo não são os donos da Amazônia! Os dois motivos que fazem com que eles se sintam os senhorios do território que lhes interessa, são basicamente idênticos.

 

Os índios têm essa falsa impressão porque a história deles — muito mais a nossa do que a dos povos aborígenes — diz que “Em 1584 estima-se que havia entre um e cinco milhões de índios no Brasil” (JOBSON ARRUDA 224, pp.33,34). Aqueles índios que aqui estavam, morreram! Eles foram extintos da mesma maneira que os nossos antecedentes daquela época também se extinguiram. E nós os descendentes deles — não índios — vivemos no presente sujeitos aos rigores da lei e da ordem; e se nós quisermos um pedaço de terra medindo pelo menos 10 x 30 m., para construirmos uma casa para morarmos, teremos antes que trabalhar, para poder comprar. E a proteção que os não índios recebem é claríssima: se não puder comprar o terreno para construir a casa, vai morar debaixo da ponte. E se agredir engenheiro até os extremos de cortá-lo com facão no exercício das suas funções profissionais, vai para a cadeia. E aqueles que se aventurarem a fechar e controlar uma rodovia federal — com exceção dos sem-terra porque são do partido — com cancela e corrente para controlar o trânsito, vai para a cadeia. Por que tratar os índios de forma diferente? Eles não são tão diferentes assim!  Ah! Então é isto! É só porque eles são analfabetos, incultos, não desfrutam do modernismo e nem da tecnologia? Então diante de tal constatação, deveria ser dado a eles, isto e não aquilo! A imensidade de área que eles acreditam que são os proprietários, jamais a ocupará, mas causarão muitos conflitos! É terra demais para pouco índio! Mas é bom não esquecer, que um número muito maior de não índios vive em condições idênticas ou piores do que as dos índios, e não recebe sequer um aceno de proteção! Parece que os americanos fizeram a coisa acertada, eles não quiseram tomar conhecimento da história! Não interessou saber quem chegou primeiro: os índios ou os não-índios. Fizeram uso da lei do mais forte! O mais fraco foi colocado no lugar que coube para ele: reservas indígenas, pequenos territórios monitorados onde eles foram morar. Foi rápido que eles acabaram com o problema de índios no país deles! As tribos que se rebarbaram acreditando nesta tolice de que possuíam terra, por terem pisado no chão antes dos gringos cara pálida. Foram surpreendidos pelo exército americano que se propôs a matar os valentes e prender os que se rendessem. Essa besteira de política de proteção ao índio, eles deixaram para exercê-la com os índios do território dos ingênuos brasileiros. Meter o bedelho nos assuntos do Brasil é fácil, difícil é assistir o Brasil tomar decisões adequadas para a sua evolução, independente do que os outros países pensem ou deixem de pensar.

 

Os americanos e o resto do mundo acreditam que a Amazônia também lhes pertence, porque eles são habitantes do planeta em que está situada a NOSSA AMAZÔNIA; e pelo fato deles precisarem respirar e se servirem da água para sobreviver. Negativo! Cada povo que se vire com o que tem na sua terra prometida. Não foi assim com a nação que habitava terras que não era dela! Ela conquistou a benevolência de ser trasladada para o lugar que lhe fora determinado para morar. Não foi levado em consideração o sofrimento que passariam durante a viagem de 40 anos, para alcançarem o destino da terra certa onde deveriam residir. O planeta terra é uma aeronave dividida em classes sociais, quem compra uma passagem de terceira classe, embora esteja no mesmo avião, não adquire o direito de ocupar um lugar na primeira classe! Mesmo que ele de repente ameace sofrer um acidente, cair na floresta ou no oceano, ainda assim, cada um morrerá sentado no seu assento!

 

Para tudo há um tempo determinado, sim, há um tempo para todo assunto debaixo dos céus (Ec 3:1), agora chegou o tempo do Presidente da República se reunir com os três poderes e decidirem quando, como e de que forma o Exército, a Aeronáutica e a Marinha devem ocupar a Amazônia. É chegado o tempo de reduzir em 75% o território indígena afastando-os das fronteiras do país e não permitir que eles sequer cheguem perto dos agricultores produtores de arroz, que compraram suas terras com o fruto do suor dos seus rostos.  E também já é tempo de construir um presídio agrícola na Amazônia, para trancafiar os delinquentes que não sejam classificados como indivíduos de alta periculosidade: os índios, os sem-terra, os corruptos, os profissionais liberais que abusam de suas profissões, os infratores do trânsito, os usuários de drogas e os políticos desonestos. É tempo de festejar a nomeação do novo Ministro e tempo de comemorar a demissão da Ministra, ela e a fragilidade dela demoraram demais para sair. E é mais do que tempo de controlar através de um cadastro nacional as ONGs que chegam; e as que nasceram e estão se criando aqui dentro. Entre elas, algumas são sérias, outras não! E é tempo de lembrar que ambientalistas só falam besteiras, mas isto não deve ter a percepção de novidade, falar asneira é privilégio deles! O que mais eles poderiam fazer?

 

Autor:

EDVAN BRANDÃO

Licenciatura Plena em Língua Portuguesa;

Professor de: Português, Literatura e Redação;

Jornalista e Escritor Ficcionista;

E-mail: edvan.brandao@gmail.com

           edvan_brandao@hotmail.com

Cel: 91 98360 – 1718

Escrito em 30/12/2009.