Autores Maranhenses e Paraenses
A criatividade fala mais alto: valorização & divulgação das duas regiões
   Escritores Maranhenses e Paraenses      Edvan Brandão palestrante
Junho de 2016

O escritor Edvan Brandão se faz palestrante principalmente diante dos assuntos abordados em seus romances, considerando que são temas apaixonantes, polêmicos e complexos; debatê-los com o seu público leitor será sempre uma satisfação incomparável, incluindo aí a oportunidade de poder falar de perto, olhar nos olhos do seu leitor e colher neles a admiração recíproca conquistada através do conhecimento do teor da narrativa de um dos seus romances.


Cumprimento de pessoas que carregam com elas a grandeza da admiração intelectual: a primeira porque escreveu e a segunda porque leu, não tem preço, está além de qualquer sentimento emocional.

 

O autor desenvolve uma palestra calcada em sua adequação sustentada pelo romance TUDO EM NOME DA JUQUIRA I e TUDO EM NOME DA JUQUIRA II o que lhe confere respaldo para abordar temas dos mais diversos, pois são 946 páginas de um mundo que aparentemente seria impenetrável, e ele vai desvendando-o paulatinamente com o conhecimento de quem pode e sabe o que está debulhando folha por folha, sem que lhe escape um nada de sua aguçada percepção.

 

O elo perceptível da essência de uma obra incomparável em todos os sentidos, é que o autoriza a executar a abordagem de diversos assuntos, e entre eles (alguns de domínio quase que exclusivo do autor, pois só TUDO EM NOME DA JUQUIRA I e II teve a coragem de decifrar o indecifrável) o movimento dos sem-terra ganha leitura própria, e aponta o marco do último dos coronéis de um jeito especialíssimo que não é visto em nenhuma outra obra. E mais:



                               

 

— A política interiorana formatada em todo o seu bojo, para ser apreciada pelos que se dizem visionários ou não;

 

— A indústria da Grilagem que cavalga o interior amazônico montado nos lombos dos cartorários, verdadeiros fabricantes de escrituras públicas falsas que titulam áreas ilegais de aproximadamente a metade de toda a extensão da Amazônia. Até então, a primeira obra que ousou apontar o dedo para os verdadeiros grileiros de terras na Amazônia Legal: os cartorários! Depois o que se falou, e ainda se fala foi e será apenas depois.

 

— A corrupção pública em todas as esferas dos poderes de gestão do dinheiro público, e dos que se revestem da obrigação de proteger o povo que eles achincalham: os tribunais como um todo;

 

— Os bastidores da igreja cheia de interesses escusos, dirigidas por padres empresários ricos e desfrutadores de regalias idênticas às dos políticos que precisaram submeter-se a vontade do povo. Os padres só precisaram financiar as campanhas de todos os candidatos, e depois ficar do lado do vencedor, com a cara mais descarada que o dinheiro ilícito permite.

 

— A política do descaso com as crianças menores moradoras de rua, entregues à própria sorte. Disponibilizadas para compra e venda de acordo com a necessidade do comprador.




               


Esta outra palestra o autor se desdobra em algumas várias facetas, e em cada uma delas o escritor EDVAN DOS SANTOS BRANDÃO se deixa visualizar como se ele fosse naquele momento presente da palestra, uma determinada pessoa, e no outro momento outra pessoa, mergulhando no assunto escondido em águas profundas para trazê-lo à tona e mostrar aos que ainda não pararam para pensar a respeito de que o tema é de uma periculosidade como qualquer outro que já tenha sido discutido com a principal interessada: a sociedade.


BURBURINHO PERENE 633 páginas é um romance cheio de amor, paixão, aventura e revelações da ditadura que deixará o leitor embasbacado, sem saber se deve amar ou odiar os tempos perdidos que não voltarão jamais e que de forma alguma trarão os desaparecidos e muito menos os que morreram. Ele chegou para qualificar mais uma vez, o escritor EDVAN DOS SANTOS BRANDÃO deixando-o dono de uma incontestável referência para dissertar sobre os assuntos relacionados com a ditadura disseminada no meio universitário, e o apaixonante e cruel mundo da prostituição, levando em consideração todos os ângulos da perspectiva da visão dos diversos formatos de prostíbulos e devassidão por onde podem ser observados. E mais:


Esmiuçar com detalhes requintados o amor e o ódio dos que amavam uma única pátria, com a mesma intenção, porém com ações totalmente diferenciadas que poderiam levar a terra amada à bancarrota;


Apontar impiedosamente os caminhos retos e os desvios visíveis e invisíveis da ditadura, para os que conhecem a vergonhosa tirania de um governo, só através da história;


Falar a respeito do mundo da espionagem que campeava por entre a sociedade, sem que ela soubesse da sua existência traiçoeira e sedutora que rodeava por perto os mais incautos;


Desvendar a dimensão do mundo prostituível que não se abala, pelo contrário, se firma a cada dia que uma moçoila criada na penúria da sua existência, sente que não resistirá continuar vivendo sem que tenha ao menos o necessário;


Localizar para a sociedade cega por preconceitos e hipocrisia, o local em que acontece a prostituição que é varrida para debaixo do tapete. Exatamente onde não deveria ser esquecida. Pois lá onde ela está, o maior prejudicado é quem a isolou: a sociedade.



               



Desta feita o autor desenvolve uma palestra voltada para os idosos saudáveis, com energia para fazer alguma coisa, quem sabe do tipo: ler um livro, assistir um filme ou até mesmo uma peça de teatro. Para aqueles senhores da terceira idade que continuam trabalhando e sonhando com novos projetos, que ainda conseguem se interessar pelos benefícios que uma palestra pode lhes proporcionar.


Os velhos que não participam de nada disto, são apenas velhinhos desinteressados por qualquer tipo de coisa que exija que eles fiquem por muito tempo no mesmo lugar concentrado prestando atenção em um só assunto. Não é para este tipo de clientela que as palestras são dirigidas, estes em especial necessitam de atenção diferenciada, uma espécie de enfermeira carinhosa que com jeitinho consiga fazer com que eles se alimentem nas horas certas. Este tipo de idoso não está interessado em assistir palestrante, ele prefere ser assistido por Geriatra.


O romance que é um roteiro de um seriado para televisão PUTSAGRILA – A SANIDADE NO CASULO qualificou o escritor EDVAN DOS SANTOS BRANDÃO para falar com os idosos aproveitáveis os que devem ser resgatados com palavras de alento e apoio. Será abordada primordialmente a necessidade do idoso, que é não se deixar ficar solitário, e muito menos permitir que os parentes que o rodeiam (filhos e filhas, netos e netas, e nem mesmo os companheiros ou companheiras dos seus filhos ou filhas) façam com que ele se sinta culpado por permanecer lúcido e desfrutando do seu dinheiro. São raras as pessoas da família, aquelas mais próximas, que aceitam a convivência com os velhos sabidos que administram as suas posses. Elas preferem os velhos passivos, que se contentam com a atenção especial por um dia no final do mês e entregam para os sabichões todo o rendimento recebido. E mais coisas serão abordadas:


A admiração dos pais pelos filhos verdadeiros, aqueles que respeitam os pais envelhecidos, da mesma forma que os respeitavam quando os acompanhavam — em um passado recente — ao cinema, ao teatro, ao futebol, ao mercado, ao colégio e a todas as lembranças que ainda estão frescas em suas memórias;


A importância do idoso na formação do caráter do neto criado de forma rigorosa e correta pelo pai que foi moldado exemplarmente no passado pelo velho que o filho chama de avô e que ele sempre chamou de pai;


Trabalhar na terceira idade é incomparavelmente gratificante, fortalece a auto-estima, revigora as energias físicas e mentais, melhora o humor dando risadas diante da constatação do aperfeiçoamento do que já havia aprendido antes e diante da ignorância dos jovens que pensam que sabem tudo, mas o orgulho não deixa que aprendam um pouco mais;


Definir de forma clara e objetiva a necessidade da vaidade do idoso, quando ele se apresenta elegante, perfumado, o cabelo com bom trato e de preferência pintado e o sapato combinando com o resto da elegância. O idoso necessariamente não precisa ser um homem cansado, ultrapassado e relaxado.