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   Escritores Maranhenses e Paraenses      Duas damas uma de ouro e uma de prata
Atualizado em 02/2016

DUAS DAMAS: UMA DE OURO E UMA DE PRATA

 

As duas belíssimas senhoras estão distribuídas assim: Dilma a dama de ouro e a dama de prata Marina.

 

A Dilma Rousseff está formada, ela foi preparada sem receber diploma, pelo maior dos formandos dos últimos tempos ─ o presidente Lula ─ saído da imensa e mais popular das faculdades: o mundo! Que forma com a dureza do aprendizado do dia a dia, com o jogo de cintura para dizer sim e não, na hora certa, no ponto certo, nunca antes! E depois então nem pensar! Se o diplomado sem o peso do canudo recebido de uma das diversas universidades que estavam esquecidas e sucateadas, (foram lembradas e recuperadas pelo interesse e visão dele, que nunca frequentou um ambiente universitário), teve e ainda está tendo a competência para transformar a realidade deste país imenso e maravilhoso que era usado como celeiro particular pelos seus governantes do passado. Não é necessário enumerar, os brasileiros ainda os mantêm vivo na memória.

 

Se o Estadista Lula fez e está fazendo maravilhas por este país, então ele está qualificado nesta área presidenciável para preparar outro presidente. E foi isto que ele inteligentemente antecipou-se e moldou com o melhor barro da cidade de Brasília usando como ligação, conversas longas em fins de expedientes, nos melhores dos ambientes: na residência dele ou dela, em jantares e comemorações exclusivamente familiares. Uma típica sala de aula para o aprendizado da aluna que mereceu o respeito e a consideração do mestre respeitado pelos governantes das mais poderosas nações que se tem notícia.

 

Muitos dizem inverdades a respeito da grandeza da candidata, alegam que falta para ela uma história de realizações. Ótimo! Está faltando para a futura presidente do Brasil, o mesmo que faltava para o presidente Lula quando ele foi eleito pela primeira vez. E lá no primeiro mandato o escolhido do povo começou a escrever a maior das histórias que um governante já escreveu nas páginas soltas de cada um dos estados, municípios e lares dos brasileiros.

 

A Dilma foi transferida para o coração do povo, com palavras simples, decoradas, ditas de formas rudes algumas vezes, isto as autenticou, foram modos sinceros de falar com grandeza da DAMA DE OURO que é depositária da confiança do homem que mais entende do assunto governar um país.

 

Os votos dos que a amam, abarrotarão as urnas, e as reações dos que não conseguiram vê-la de perfil inteiro, se reverterão em votos para os outros candidatos. A função da oposição na democracia é apresentar-se como opção para os eleitores insatisfeitos com os sentimentos e pensamentos deles próprios, e não com a insatisfação das outras opções.

 

Aparentemente tudo na Dilma está na medida certa. Quem não estiver conseguindo distinguir a verdade por entre as falácias vazias dos inconformados, que fique com as mentiras. Um momento! Nem tudo está certo! Ela ficaria mais autêntica! Socialmente, claro! Em roupas genuinamente femininas, nada de terninhos com estilos masculinos com aparência de dupla nacionalidade: uns parecem chineses e outros carregam para o corte dos japoneses. Não é necessário! A nação já compreendeu que ela será durona em suas decisões e que mandará para a presidência uma finíssima e elegante mulher!

 

A Marina Silva carrega com ela os traços culturais que são dela, estão no seu sangue no formato de um nascimento pobre em um seringal na zona rural do Acre. Mas infelizmente os vestígios de cabocla, de pobreza, de alfabetização retardada e de sindicalista defensora dos seringueiros são fracos para qualificá-la como a candidata que deve vencer a eleição para presidente. Se valessem, o Brasil teria que eleger milhões de outras mulheres que padeceram os mesmos males. Mulher sofredora no país existe de montões. Preparada para a presidência só existe uma.

 

A plataforma política da Marina é parecida com a luta da cúpula da igreja lá no passado, quando eles lutaram para conseguir uma grande extensão territorial para que eles pudessem fazer as coisas do jeito deles, com direito a escândalos de todos os formatos ─ o último foi dinheiro não declarado ─ colocar o nome que lhes conviessem, e resolveram chamar de Vaticano. Se porventura a candidata dos que sonham acordados esperando uma floresta intocável reservada para a geração futura consiga a conquista vitoriosa deste mundo imaginário é possível que ela o povoe com os seus eleitores evangélicos, os ibamistas, uns poucos ambientalistas e provavelmente a grande massa dos desinformados. Para só então descobrirem a inviabilidade de uma selva verde intacta aguçando a necessidade da população que pensará dia e noite em derrubá-la em benefício da comunidade ressentida pela falta do conforto que eles poderiam usufruir com a derrubada de todas aquelas árvores sem serventia.

 

A campanha de hoje é infinitamente superior, passou por grande evolução, a DAMA DE PRATA conta com mentes fabulosas, talvez as mesmas que no pleito passado fizeram questão de orientá-la para vestir-se com um figurino que a apresentasse como uma coitadinha: um vestidinho simples branco. Atualmente os tecidos são finíssimos, caros, bem engomados e talhados.

 

Não será desta vez que os resultados saltarão de alegria, talvez até saltem, mas de tristeza!

 

 

 

 

 

Autor:

EDVAN BRANDÃO

Licenciatura Plena em Língua Portuguesa;

Professor de: Português, Literatura e Redação;

Jornalista e Escritor Ficcionista;

E-mail: edvan.brandao@gmail.com

           edvan_brandao@hotmail.com

Cel: 91 98360 – 17

Escrito em 10/2010