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   Escritores Maranhenses e Paraenses      Dilma Russeff presidente, Lula garupa oportuna
Republicado 03/2016

Dilma Russeff presidente, Lula garupa oportuna

 

Ex-Presidente Lula, ex é coisa do passado, não tem voz, não comanda, não emite ordem, não é importante e não tem mais ao alcance da mão os aproveitadores, pois são os primeiros que desaparecem. Ex é mais ou menos parecido com a situação do general fora da ativa: general na reserva é recruta.

 

Por este motivo ex-presidente, abaixe um pouco o tom da voz, no país a voz com direito de ser estridente com poderes de se declarar de grande importância para o país, é única e exclusivamente a voz da presidente Dilma. Pela primeira vez na história da Nação, o povo presenciou a sua presidente se deixar defender (de uma vaia em um estádio lotado de pessoas que não foram seus eleitores, pois a platéia era formada da classe média alta, a clientela do programa bolsa família não se fez presente nos estádios), por um ex-presidente que se comporta como se fosse o seu dono, que cometeu a indelicadeza de interromper a presidente para dizer que “não vou ser um coitadinho tenho noção de quanto fui e sou importante para este país, eu vou reeleger a Dilma”.

 

Esta declaração veiculada nos jornais noturnos foi desastrosa para a campanha de reeleição da presidente Dilma, tirou todo o crédito do primeiro mandato da presidente, deixou-a com cara de coitadinha, sem poderes, votos e competência para tratar da sua reeleição. Ficou parecendo que o presidente é o Lula e não a Dilma, e que ela deve calar-se quando ele toma a decisão de falar com os seus partidários e de mandar recados para os ricos, ou muito ricos, os milionários, os intelectuais e os críticos em geral.

 

Não ex-presidente, importante no passado não foi o presidente que cumpriu dois mandatos, foram os votos e a vontade do povo que elegeram o candidato rejeitado por mais de vinte anos, se 12 anos atrás não tivesse existido os votos, o hoje ex-presidente não teria sido suficientemente arrogante para dizer que elegeu e reelegerá a presidente porque ele foi e será o homem de relevante importância para o Brasil. Diante do arrogante Lula, que está se descobrindo assim com tanto poder, então porque o PT (quatro partido em um) fez coligação com o PMDB e os demais partidos (que não terão nenhum crédito na reeleição da presidente Dilma), pois é o Lula, somente o Lula que vai reeleger a presidente Dilma!

 

A declaração não corresponde com a realidade histórica dos ex-presidentes, que aponta sem subterfúgios, que o que eles promoveram de bom para o país, alguns benefícios permanecerão e outros cairão no esquecimento, às coisas ruins tiveram o mesmo destino, umas ficaram e outras sumiram. Arthur Schopenhauer disse “a forma da vida ou da realidade, é o presente, e não o futuro, nem o passado; estes não existem senão na abstração por meio da concatenação do conhecimento submisso ao princípio de razão. Ninguém viveu no passado e ninguém viverá no futuro; o presente, somente ele, é a forma exclusiva da vida.”

 

O estrago político está feito, o ex-presidente presunçoso ofereceu motivos de sobra para os opositores atacarem o alvo duplo, economistas, políticos e críticos da economia e da política afirmarão que a situação econômica está um caos, idêntico ao governo anterior que também não oferecia a contento segurança, educação, saúde e emprego. A querida e competente presidente Dilma será atacada por todos os lados, apontarão o potencial eleitoreiro do Nordeste de 38 milhões de eleitores onde ela conquistou apenas 11 milhões de votos na eleição passada e que nesta de 2014 a presidente não conquistará sequer a metade, pois as obras do Nordeste foram paralisadas e só reativaram agora nas vésperas das eleições. Argumento forte para atiçar a ira dos nordestinos.

 

A deselegância do fato ocorrido tende a assemelhar-se a um público que assiste a uma corrida de cavalos, com todos os olhos fixos para a estrela do grande prêmio montada em um cavalo fogoso e ligeiro, disparado em alta velocidade, e na garupa um homem barbudo se debatendo para atrair a atenção para si, insistindo grosseiramente em tirar as rédeas do cavalo das mãos da cavaleira, para que ele mostre ao povo atento, que pode comandar o cavalo mesmo cavalgando na garupa. Mas os olhos não o enxergam com nitidez, apenas uma tênue sombra do que sobrou dele. Para o ocupante deselegante da garupa (estorvo merecedor de consideração), não existe nem mesmo prêmio legal de consolação, provavelmente lhe caberá um agrado por baixo dos panos. Mas se o homem da garupa merece participação de verdade, então será melhor que a estrela do grande prêmio designe para ele, um dos seus cavalos entre tantos que ela possui assim, os olhares confirmarão que ele está participando da corrida no comando das rédeas do seu próprio cavalo. O filosofo argentino Carlos Pecoche, disse “Tudo que o homem não conhece para ele é como se não existisse por isso, o mundo tem para cada pessoa o tamanho que abrange o seu conhecimento”. E o ditado popular afirma sem pestanejar “em boca fechada não entra mosca”.

 

 

 

 

 

Autor:

EDVAN BRANDÃO

Licenciatura Plena em Língua Portuguesa;

Professor de: Português, Literatura e Redação;

Jornalista e Escritor Ficcionista;

E-mail: edvan.brandao@gmail.com

           edvan_brandao@hotmail.com

Cel: 91 98360 – 1718

Escrito em 2014