Autores Maranhenses e Paraenses
A criatividade fala mais alto: valorização & divulgação das duas regiões
   Escritores Maranhenses e Paraenses      Companheira Ana Júlia não deixe a peteca cair
Atualizado em 08/02/2016

COMPANHEIRA ANA JÚLIA, NÃO DEIXE A PETECA CAIR

 

A derrota diante dos financistas aprovadores dos projetos da FIFA já ficou para trás, ela foi apenas uma paixão que não se concretizou, um sonho que não foi sonhado por inteiro, um grito que não teve o seu eco fortalecido pela lógica do bom senso ressoando por entre as mentes poderosas. No mundo dos capitalistas, não importa se são os que possuem ou os que administram. O mais importante é detectar com antecedência, o volume de retorno que será dado a todo e qualquer empreendimento desenvolvido por eles. O lucro é a voz mais alta, é ele que dita ordens! Jamais um Presidente ― ainda que ele tenha apenas nove dedos nas mãos ― conseguirá reverter para o seu interesse uma decisão tomada pelo lucro. Diante da necessidade maior do rendimento do capital investido, das vantagens financeiras e das propinas que certamente irão cair em diversas contas bancárias, qualquer coisa que não se parecesse com estas determinações do capitalismo, não contaria como sendo pontos positivos, nem mesmo se a Governadora do Estado fosse amiga e do mesmo partido do Presidente! A decisão que aprovou a Copa para Manaus foi determinada muito distante daqui, para ficar livre da razão e da emoção. Não chore pela Copa, sua excelência está inocentada! Corra para conquistar o novo pleito eleitoral!

 

Em nenhum momento se deixe ficar alquebrada, lembre-se: construir um estádio novo será mais lucrativo em todos os aspectos para os organizadores da famigerada FIFA!

 

Mas é necessário considerar a controvérsia que o assunto Mangueirão exige. Se ele, somente ele foi apontado como o item principal para que Belém fosse escolhida, então que a mente privilegiada do Secretário de Obras explique o motivo do abandono do referido estádio? O arredor da primeira maravilha do esporte do Pará tem aparência de um lixão; de uma favela abandonada; de um grande campo de futebol esquecido durante décadas, quando ainda não tinham inventado a tinta, e de repente descoberto no meio de um matagal! Se a administração do Estado, não valoriza o seu grandioso templo esportivo, existe fundamento na pretensão dos administradores terem alimentado a esperança de que a delegação observadora que o visitou, o valorizasse! Negativo! Os visitantes levaram a impressão que eles colheram sobre o que viram: desleixo e incompetência administrativa!

 

Governadora, a nova campanha se aproxima, invista nela o mesmo potencial que foi investido na anterior, aquela mesma garra que lutou contra tudo e contra todos e o mesmo escudo que a defendeu dos mais diversos ataques. Foi dito que a candidata não era muito inteligente, não tinha boa oratória. Mas ficou provado com o resultado das urnas que ela era inteligentíssima e que os discursos dela atingiram quem deveria atingir: os eleitores.

 

A pessoa que hoje tem o controle sobre a caneta mais poderosa do Estado, aparentemente tem o perfil do presidente da Ferrari, ele pode tudo! A maior verba disponibilizada entre todas as equipes da categoria de fórmula 1 é a dele! Mas os funcionários da base de sustentação não estão correspondendo com as suas responsabilidades e os seus deveres, eles erram em todas as corridas. E os erros deles refletem diretamente no chefe maior da empresa, fazendo com que ele não seja visto com bons olhos e passe a receber críticas da imprensa especializada! Lamentavelmente as Secretarias do Estado não estão fazendo nada! E se fazem, não estão sabendo divulgar os seus feitos para os verdadeiros interessados: o povo paraense.

 

A sociedade entende que os cargos importantes são preenchidos antes da eleição vencida, no momento em que as alianças são costuradas, sem a menor preocupação da verificação da existência ou não, de capacidade administrativa por parte daqueles que ocuparão as cadeiras. Da mesma forma como foi entabulada a negociação do apoio político, por parte dos líderes maiores da Assembleia de Deus, eles permutaram os votos dos seus fiéis em troca de 80 assessoriais especiais, como se a vontade dos seguidores da igreja lhes pertencesse!

 

Deixaram de lado suas posições de evangelistas, para se tornarem publicamente cabos eleitorais! Mais grave até! Os 40 pastores se portaram como se fossem os donos da metade dos clérigos, e consequentemente eles se colocaram na posição de propriedades do presidente da convenção estadual, Gilberto Marques, pois foi quem os liderou! Os dois lados conseguiram a incrível façanha de realizarem a compra e venda abstrata: quem vendeu não ofereceu garantia de entrega, e quem comprou levou com ele a dúvida do recebimento do produto comprado.  Antigamente estas negociatas eram feitas por baixo dos panos ― ainda existia o sentimento de moralidade ― agora, eles anunciam para o mundo. Os hábitos vividos no meio da sociabilidade fazem com que o referido ato seja visto como uma norma comum, então todo e qualquer cidadão, inclusive o evangélico, entende como normal! E para os políticos que conseguem amarrar este tipo de compromisso, sobram os aplausos, a confirmação de que eles sabem politicar! Parabéns para o idealizador do tratado, pois ela ou ele politicou muito bem!

 

Restou a interrogação que não quer calar!

 

O que fazer com os ocupantes das pastas importantíssimas para o engrandecimento do político que venceu nas urnas e precisa vencer de novo para conquistar mais quatro anos de mandato? E que infelizmente a maioria deles não soma dividendos suficientes para conquistar entre a massa que decidirá nas urnas, a admiração permanente pela admirável Governadora que eles elegeram?

 

É simples, só precisa de uma dose cavalar de decisão. Devem ser nomeados assessores de verdade, daqueles que são peritos na área ocupada pela Secretaria, para que eles orientem com conhecimento de causa o chefe que não entende nadica de nada. E para que os trabalhos realizados apareçam, deve ser dada prioridade para os setores que beneficiem a maior quantidade possível de pessoas, em nenhum momento deve ser colocado em jogo à importância e o tamanho da obra, mas sim, quantos se beneficiarão e poderão constatar sem que os outros digam para eles de jeito incrédulo, que a intenção da construção de determinadas obras era beneficiá-los, embora não seja isto que aconteça na prática!

 

O bom governante não é aquele que constrói obras e mais obras porque todo mundo sabe que o caixa está repleto de dinheiro, derramando pelo ladrão! Nesta situação não sobra crédito para o construtor, e sim obrigação! O administrador ou administradora louvável é aquele ou aquela que antes de tudo, procura fixar na mente do público em geral, que todos os corruptos que forem identificados serão demitidos e processados, e que toda e qualquer obra iniciada e em pleno andamento contará com dedicação redobrada para que nenhum centavo se desvie para rumos incertos, pois o dinheiro veio do povo, é do povo e vai para o povo através de obras públicas! Uma utopia! Não! Uma receita universal que tem se demonstrado infalível!

 

 

 

 

Autor:

EDVAN BRANDÃO

Licenciatura Plena em Língua Portuguesa;

Professor de: Português, Literatura e Redação;

Jornalista e Escritor Ficcionista;

E-mail: edvan.brandao@gmail.com

           edvan_brandao@hotmail.com

Cel: 91 98360 – 1718

Escrito em 01/2010.