Autores Maranhenses e Paraenses
A criatividade fala mais alto: valorização & divulgação das duas regiões
   Escritores Maranhenses e Paraenses      Belém entristecida com o progresso e feliz com a governadora
Atualizado em 02/2016

UMA BELÉM ENTRISTECIDA COM O SEU PROGRESSO E FELIZ COM A SUA GOVERNADORA

 

A cidade olha em torno dela mesma e fica espantada quase sem acreditar em tanta evolução tupiniquim. Um shopping Center aqui e outro ali, sem fazer a menor diferença de onde se encontram construídos, se na beira da estrada, no centro ou ao lado do canal, o método de funcionamento frente à sustentabilidade financeira é quase sempre parecida, a dificuldade que bate às portas de um, bate às portas do outro. Nas horas de pouco movimento geralmente nos fins das manhãs e das tardes são apagadas a metade das luzes dos corredores, as escadas rolante de subir são desligadas e utilizam o artifício de uma placa escrita: em manutenção.

 

No percurso dos corredores das lojas, é vergonhoso o flagrante de vendedores postados nas portas gritando e batendo palmas anunciando os seus produtos esquecidos nas prateleiras sem clientes para comprá-los, e recebendo o apoio de funcionários desorientados que não sabem fazer a diferença entre um shopping e uma feira livre. As portas abertas dos monstrengos apelidados de Shopping Center, na verdade mais escancaradas do que abertas, não contam com um funcionário que tenha a capacidade e delicadeza de classificar gentilmente pessoas que não serão clientes dentro daquele estabelecimento que de princípio deveria ser de luxo e frequentado por possíveis gastadores. E não por maltrapilhos calçando sandálias japonesas (comuns sujas de areia e enlameadas) e provavelmente personagem de pequenos roubos como vem acontecendo atualmente. Aparentemente os administradores não estão à altura dos cargos que ocupam ou não conhecem o significado do respeito ao cliente que paga por um luxo e conforto que não recebe.

 

É comum, quase que natural dezena de baldes aparando goteiras por todos os lados por onde as pessoas transitam igualzinho como acontece nas casas periféricas o que faz a diferença de um ambiente para o outro, são os tipos de baldes: os das residências humildes custaram R$ 1,99 e os dos centros comerciais foram dez vezes mais caros. A metade dos banheiros precisa de manutenção e a outra metade necessita urgente de reformas, pois suas aparências provocam receios nos usuários que são obrigados utilizá-los em uma emergência. Os supermercados fracos de capital que funcionam no aglomerado de lojas espalhadas não demonstram nem um pouco de preocupação com os seus fregueses do dia a dia, visto que eles cancelam o serviço de entrega e informam apenas que é por tempo indeterminado. Os caixas especiais para o atendimento diferenciado (exigidos por lei) simplesmente não funcionam, não existe estrutura e muito menos respeito pela exigência do oferecimento do serviço exclusivo aos que dele necessitam: os idosos, os deficientes físicos etc...

 

A compensação da tristeza de uma metrópole amargurada concretizou-se com a obra da Júlio Cezar com Pedro Álvares Cabral, a eliminação de um dos seus maiores calos: engarrafamento que durava quase uma hora e meia para atravessar o cruzamento das avenidas. Com a coragem da Governadora Ana Júlia de construir um projeto relegado duas décadas foi reduzido para em média dois minutos de trânsito a mesma travessia de antes que demorava noventa minutos cheios de stress e aporrinhação dentro de carros das mais diversas situações de conservações e desconfortos. Nada teria acontecido sem a eleição de uma mulher com determinação de homem e competência de Chefe de Estado para que a Belém que se sentia sem graça ficasse linda com cara de cidade grande.

 

E como felicidade de verdade não chega sozinha. A mesmíssima excelentíssima Governadora Ana Júlia não parou por aí, seguiu em frente com o programa Ação Metrópole que implantará o Sistema Integrado de Transporte Público da Região Metropolitana de Belém, que irá operar com linhas troncais onde circularão ônibus articulados nos corredores da BR-316, Augusto Montenegro, Almirante Barroso e nas vias do centro de Belém. E ainda contará com linhas alimentadoras e de terminais (Marituba e Icoaraci duas felizes comunidades agraciadas pela lembrança da Governadora) e mais três estações de integração (Águas lindas, Tapanã e Mangueirão). Tudo isto resultará nos benefícios da economia de tempo, avanço na inclusão social, priorização do transporte público coletivo, segurança e conforto principalmente para os idosos e portadores de necessidades especiais e participação e controle social no sistema de transporte metropolitano.

 

Parte deste milagre está sendo financiado pela JICA – Agência de Cooperação Internacional do Japão, que segundo ela mesma “considera o Brasil como seu parceiro global na solução de questões mundiais e realiza cooperação que contribui para a solução não só de problemas internos do Brasil, mas também, de questões globais”. Diante de tanta boa vontade e preocupação com o Desenvolvimento Social, a agricultura, saúde, serviço médico, meio ambiente e a formação profissional. E se propondo a prestar cooperação financeira (oferecendo dinheiro), empréstimo de quase quinhentos milhões de reais ─ em moeda japonesa ─ para a construção da base desenvolvimentista dinâmica e inclusiva, resolver assuntos voltados para a globalização, a água, alimentos e doenças infecciosas. Reduzir a pobreza e apontar para o crescimento justo.

 

Juntou a fome: a JICA cheia da necessidade de emprestar dinheiro e agradar o Pará para poder arrotar que faz alguma coisa pela Amazônia. Com a vontade de comer: deparou-se com a Governadora Ana Júlia preparada, carregada de bravura e intenção de ajudar o povo amante de procissão. Aí deu no que deu: a Governadora fez o que deveria fazer, respaldada pela falta de coragem, competência e obras dos Governadores anteriores. E sem que ela estivesse interessada provocou largos sorrisos de satisfação na cidade das mangueiras, que canta com os pássaros a alegria de ter uma senhora mulher, requintada e de pulso forte no seu comando.

 

 

 

 

Autor:

EDVAN BRANDÃO

Licenciatura Plena em Língua Portuguesa;

Professor de: Português, Literatura e Redação;

Jornalista e Escritor Ficcionista;

E-mail: edvan.brandao@gmail.com

           edvan_brandao@hotmail.com

Cel: 91 98360 – 1718

Escrito em 08/2010.